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Coisas que eu [não te] disse

Tudo o que não consigo dizer, escrevo.

Coisas que eu [não te] disse

Tudo o que não consigo dizer, escrevo.

Um dia com significado

V de Viver, 15.10.19

Quero deixar aqui este post hoje, no dia que iniciei o meu blog, porque as poucas palavras que escrevi saíram debaixo de lágrimas e foram as primeiras que escrevi no inicio de 2019 (pois embora só agora comece a escrever para o blog tenho imensos textos que fui escrevendo).  Este foi o verdadeiro motivo que me levou a querer escrever. A morte do meu avô.

21/01/2019

Hoje podia escrever um milhão de coisas. É um dia e tanto. Faz seis anos que o meu avô morreu. Faz seis anos que soube o que era realmente perder alguém de forma permanente. Sim, porque nada é tão permanente como a morte. Arranca-nos os que amamos, sem dó nem piedade. E nós temos que seguir, colar os bocadinhos que se partiram e continuar a nossa caminhada. Mas a morte do meu avô foi a minha primeira perda a sério. A gente afasta-se dos amigos, a família vai para o estrangeiro, os namoros acabam e parece o fim do mundo. Mas nada disso tem qualquer importância quando comparado com o significado da morte.

O Objectivo

V de Viver, 15.10.19

Começo hoje a escrever. Sempre quis fazê-lo, mas nunca achei que conseguiria. Não vou escrever para as pessoas gostarem, até porque pode acontecer que ninguém leia, ninguém siga. Escrevo para mim. Escrevo por não poder falar. Não poder ou não querer? Não sei, não importa. Há coisas muito nossas, coisas que podemos partilhar com os outros, mas que eles não vão entender. Aprendi com o tempo (ou com as desilusões?) que quando não estou bem e alguém pergunta: “Está tudo bem?” o melhor a fazer é responder: “Está tudo ótimo!”. Não vale a pena explicar às pessoas seja o que for que estamos a sentir porque elas não vão entender. Até podem dizer que entendem, que percebem o que estamos a passar. Mas não percebem. E mesmo sem querer vão acabar por nos julgar porque o que para uns é uma gota de água, para outros pode ser uma tempestade. As pessoas são diferentes e vivem as coisas com intensidades diferentes. Devíamos apenas respeitar a intensidade dos outros, mas por vezes é difícil. Então, mais vale escrever do que falar. Espero com isto conseguir resguardar-me mais, aguentar um pouco mais, e sobretudo, ser menos impulsiva nas minhas respostas e atitudes. É para isso que vou usar a escrita, para crescer enquanto ser humano, para me acalmar. E quem sabe, para me encontrar! 

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