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Coisas que eu [não te] disse

Tudo o que não consigo dizer, escrevo.

Coisas que eu [não te] disse

Tudo o que não consigo dizer, escrevo.

23 Dez, 2019

Desabafo

V de Viver

Ontem surgiu na minha vida uma situação que me causou stress. Mas stress daquele em que ficamos com um aperto no peito, sabem? Em que até parece que nos custa respirar. Fiquei nesse estado uma data de tempo. Tempo a mais, vejo agora.

A questão é que eu sei, perfeitamente, que tudo na vida tem apenas a importância que a gente lhe dá. Mas, ainda assim, existem situações que eu gostava de enfrentar de outra forma. Dou por mim a perder a clareza e a ficar como que soterrada com o problema. E sei que é porque me foquei no problema e não na solução, que passei a tarde com aquela sensação de ansiedade, e ainda, a noite. Mal dormi vejam só!

Acredito que não serei a única pessoa a passar por estas situações, mas acredito que tudo depende também do contexto de cada um. Ora vejamos, tive um ano impossível, tudo parecia estar a correr mal, senti-me a bater no fundo do poço, e depois, de há uns meses para cá, parece que as coisas melhoraram. Ou talvez nada exterior tenha sido alterado, apenas a minha mente mudou e voltou a ter capacidade para lidar com as situações.

Mas onde quero chegar é que sempre que nos deparamos com um problema temos (ou tenho!) tendência a pensar que é o fim do mundo. Penso isso durante dois segundos, e logo depois ocorre-me que "para tudo existe solução, menos para a morte". Ora se assim é, porque é que, no caso de ontem, não consegui encontrar recursos dentro de mim  para lidar de forma diferente com a situação?

Acreditem que ainda tentei respirar fundo e pensar: "ok, foca-te na solução e não no problema", mas logo de seguida pensava: "Foda-se que tudo corre mal, nunca posso estar sossegada". Juro-vos que é um pensamento derrotista e "de vítima" que eu odeio. Mas em determinadas situações sou incapaz de pensar de outra forma. Depois quando consigo pensar com clareza digo a mim mesma que nada daquilo se volta a repetir. Mas o que é certo é que há situações em que não consigo seguir as "minhas ordens" e volto a sentir-me stressada, agitada e sem saída. E ainda agora estou inquieta, com aquela sensação que alguma coisa está errada. E odeio essa sensação.

Ok, eu sei. Esta conversa não tem um espírito nada natalício, mas precisava mesmo de desabafar sobre isto.

É uma coisa que quero muito mudar em mim. Esta incapacidade para pensar com clareza em momentos de stress. 

Também vos acontece? Ou será que, apenas eu, ainda não aprendi a lidar com essas situações?

21 Dez, 2019

Num piscar de olhos

"Rico é quem tem tempo"

V de Viver

O tempo tem uma maneira engraçada de nos mostrar o que realmente é importante. O próprio tempo. 

A vida passa num abrir e fechar de olhos. Não consigo deixar de pensar que passamos muitas vezes pela vida em piloto automático. Mais de metade do meu ano de 2019 foi passado assim. A desejar que os dias passassem rápido até às folgas para ter algum sossego. E quando as folgas chegavam acabava, na maioria das vezes, por não as aproveitar por pensar que daí a nada já tinha que voltar ao trabalho. Ansiava pelas férias para que, logo que elas iniciavam, viver cada dia com a mesma angústia, a pensar que teria poucos dias para aproveitar. E isso faz de nós o quê? Assassinos do tempo? Ou da vida? 

Passamos por aqui sempre com pressa. Pressa de ir. Pressa de chegar. Pressa de voltar. 

E um dia acordamos e faltam quatro dias para o dia de Natal. E apercebemo-nos com espanto que sendo assim faltam apenas dez dias para o último dia do ano!

Mas, esperam lá? Como assim, passou mais um ano da nossa vida? 

Vivemos mesmo 365 dias, assim, num ápice?

Quando nos damos conta de que o tempo é o nosso bem mais precioso tendemos a ver a vida com outros olhos. Eu, pelo menos, penso assim. Mas se eu penso assim porque é que não aproveito mais? Porque é que não vivo mais? Porque é que me deixo levar pela ansiedade de querer que as folgas cheguem e depois me perco na ansiedade de as folgas estarem a acabar. E depois só quero que cheguem as férias, e depois "Oh não, as férias são demasiados curtas, e agora?". E depois tenho que me despachar para ir trabalhar, e depois tenho que me despachar para apanhar o supermercado aberto, e ir para casa, e fazer o jantar, e... Caramba, cansa só de pensar, não é? 

Hoje dou por mim a pensar que andamos demasiado atarefados para dar valor ao tempo. Para dar valor à vida. E dou por mim, também, a desejar com todas as minhas forças que no próximo ano tudo seja diferente. Aliás, que eu consiga ser diferente, porque não é o caminho que muda, é a forma de caminhar que tem que mudar.

V de Viver

79644583_566768594162537_1120440251790131200_n.jpg(Imagem Facebook)

Ontem adormeci ao som da chuva. O vento, forte e obstinado trazia com ele o barulho do mar. Não fossem os meus sons preferidos (principalmente na hora de adormecer) e, provavelmente, eu não estaria a escrever este post.

Não percebo nada de meteorologia, os meus conhecimentos sobre o tema não se estenderam além dos retratados nas aulas de geografia de algum ano escolar, já nem sei precisar qual. Mas hoje ao ler nas noticías um título que dizia: "Depois da Elsa chega o Fabian" não consegui deixar de pensar o quão sensacionalistas estão os jornais. 

Elsa? Fabian? Não será apenas Dezembro? A sério, não é normal haver chuva e vento forte em Dezembro?

Juro que não consigo perceber o porquê de tanto alarido. O porquê de terem que dar um nome a cada temporada de chuva e vento. Estamos no fim do Outono, quase início de Inverno, esperavam o quê? Temperaturas acima dos 30 graus e um sol esplendoroso todos os dias?

Eu adoro sol, e nada me deixa mais animada do que acordar com o cantar dos passarinhos na janela, porque imediatamente, ainda antes de abrir a persiana, sei que está um bom dia lá fora. Mas a chuva faz falta. É tempo dela cair. 

O que vale é que ainda existem pessoas imaginativas porque logo após ler sobre as depressões Elsa e Fabian vi a imagem que se apresenta neste post.

E é verdade, esqueçam lá isso. Está um "vento dum cabrão". E é altura dele.