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Coisas que eu [não te] disse

Tudo o que não consigo dizer, apenas escrever.

Coisas que eu [não te] disse

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30.09.20

Chuva

Da série "Pequenas Grandes Maravilhas da Vida"

V de Viver

inge-maria-pv2ZlDfstXc-unsplash.jpg(Fotografia: @ingemusic)

Chuva. Água fresca que serve para nos lavar a alma. Para nos limpar o peito, o corpo, a mente. Água pura. Puro deleite. Chuva milagrosa que permite a vida. Chuva fresca. Gotas grossas que escorrem pelo vidro. Lágrimas que correm ao ritmo da chuva, quem nunca? Adoro a chuva. Adoro chorar à chuva. Sinto-me sempre renovada depois da chuva. Depois das lágrimas. O prazer de ouvir chover. As recordações que os dias chuvosos me trazem. Já fui tão feliz em dias de chuva! Chuva é vida. Chuva é felicidade. Chuva é aconchego. É cama quentinha. É chá a fumegar. É filmes, enrolada numa manta. Chuva é lágrimas, já disse isto, eu sei. Mas chuva é lágrimas, é pureza que nos limpa por dentro e por fora. Já alguma vez tomaste um banho de chuva? Quando foi a última vez que te deste ao prazer de dançar de baixo de chuva forte? Vou correr daqui a pouco. E está a chover tanto. E vou ser tão feliz a correr à chuva. Quero lá saber se os ténis vão ficar molhados durante dias, se a roupa me vai pesar mais no corpo. Quero lá saber se vou ficar constipada. Vou correr à chuva porque isso é liberdade, é vida, é paixão, é felicidade. Vou. Aí não que não vou. Chuva, uma das pequenas grandes maravilhas da vida. Só para ouvir a chuva, já vale a pena ter nascido, não?

27.09.20

Alguns infinitos são maiores que outros

V de Viver

scott-broome-nBtGdC8prZA-unsplash.jpg(Fotografia: @scottbroomephotography)

Toco-te o rosto. Beijo-te a testa. O nariz, os lábios. Beijo as tuas pálpebras fechadas. Acaricio-te a pele do rosto, áspera por causa da barba. Toco-te as mãos. Beijo-te os dedos. Toco-te o peito. Sinto-o nas mãos. Encosto a palma aberta no teu peito forte. A minha testa no teu peito. Os meus lábios no teu peito. Toco-te com todo o amor que tenho em mim. Todo o amor que sinto por ti. Beijo-te o peito, toco-te os ombros. Acaricio-te os lábios com os meus lábios. Dás-me a tua mão. Seguras a minha com força. Abres os braços e acolhes-me no teu corpo. Abraças-me forte. Beijas-me a cabeça. Enrolo-me a ti na esperança de que este momento não acabe nunca. 

Altos e baixos. Dias felizes e outros menos felizes. São assim as relações. Todas elas, julgo eu. Já tivemos várias fases, mas a que vivemos agora, acredito eu, é uma das mais maravilhosas. 

Pura amizade e companheirismo. Respeito e confiança. Não sei definir o amor. Julgo que ninguém sabe. É uma palavra escorregadiça, foge sem parar das definições que lhe querem impor. Mas se há alguma coisa que posso dizer a respeito dele é que deve ser algo como o que sinto por ti hoje. Algo como o que vivemos e partilhamos hoje. É mágico, sim. Eleva-nos, sim. Cega-nos, também. Mas se há algo imenso que ele nos proporciona é esta sensação de pertença. De fazer parte de algo grandioso e infinito. 

Pode ser que seja para sempre, pode ser que não. Afinal de contas, como disse John Green, alguns infinitos são maiores que outros. E cada história é uma história. Cada vida é uma vida. Cada amor é, tenham a certeza disso, um amor. 

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