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Coisas que eu [não te] disse

Tudo o que não consigo dizer, escrevo.

Coisas que eu [não te] disse

Tudo o que não consigo dizer, escrevo.

O meu primeiro pôr do sol do ano

V de Viver, 13.01.22

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Escrevo estas palavras sentada numa velha prancha de surf, na minha praia, num cantinho que deve ser de muitos mas que agora é só meu. Vim ver o mar e o pôr do sol, mas o sol ainda está alto mostrando que ainda demorará uns minutos para ir embora. Embora para onde nunca saberei. Ouço as ondas enquanto ouço também uma música no meu único fone de ouvido, o outro há muito que partiu nas ondas deste mar que me faz companhia em melodia de fundo. Penso na vida. Em tudo o que já vivi, em todas as lutas e em como umas desencadearam em vitórias e outras em aprendizagens. Penso nas pessoas que passaram na minha vida e naquilo que aprendi com elas. Penso nos meus avós e em como tenho saudades deles. Penso na minha mãe, na minha irmã. Penso nos amores e nos que não chegaram a sê-lo. A vida é curta, é imprevisível. As pessoas, tal como as ondas do mar, vem e vão. Tenho uma vida recheada de partidas. Mas para terem partido essas pessoas têm que ter chegado. Por isso ouso dizer que tenho, também, uma vida cheia de chegadas. Penso onde estive, onde já cheguei e onde ainda vou chegar. É este o poder do mar e do sol sobre mim. Fazem-me pensar no meu passado, reflectir sobre ele, mas fazem-me também ter esperança no futuro. Tudo é incerto. O que hoje é amanhã pode já não ser. Inclusive eu. Hoje estou viva, mas amanhã? Amanhã não sei. Provavelmente é este o encanto da vida. Não sabermos nada. Nem de onde viemos, nem para onde vamos. O sol aquece-me o rosto fazendo a temperatura contrastar com o gelo em que estão os meus pés. O sol continua alto. Mas vou ficar na praia para o ver partir. Para me despedir de mais um dia, agradecendo por ter tido direito a ele. E enquanto olho o sol agarro-me à esperança de ainda poder apreciar muitas das suas partidas. 

Retrospetiva 2021

V de Viver, 31.12.21

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Este ano não foi um ano de muita escrita por aqui. Mas acreditem foi um ano em cheio. Arrisco-me a dizer que foi o melhor e o pior ano da minha vida! Realizei sonhos, perdi pessoas, cresci através da dor mais do que poderia ter crescido pelo amor, acredito eu. Mas agora que estamos no último dia do ano posso dizer com toda a certeza que foi um ano positivo. Apesar da dor, das lágrimas, das partidas, das desilusões, foi um ano onde cresci muito. Onde cheguei ainda mais perto da mulher que quero ser. Foi um ano de coragem. Sim, fui corajosa este ano que passou, como de resto tenho sido em tantas outras situações da minha vida. Mas é difícil para nós valorizarmo-nos, vermos o quanto somos pessoas corajosas e maravilhosas. Durante muitos anos confundi isso com ser convencida. Hoje sei, com toda a certeza, que não se trata de ser convencida. Trata-se sim de ter amor próprio. Caramba! Amor próprio é uma palavra tão forte que só quem realmente o sente pode perceber o seu significado. Acredito que seja bom termos as coisas de mão beijada, mas vocês têm ideia do poder que nos dá alcançar os nossos objectivos com o nosso próprio suor? Com as nossas lutas? Acredito que muitos de vocês saibam, sim. Outros talvez não. Mas não julgo, como em tempos julguei, as pessoas a quem tudo lhes é dado. Não critico como em tempos critiquei. Nem invejo como em tempos invejei, reparem que não é fácil para ninguém admitir que já sentiu inveja. 

Sou hoje, no final deste ano de 2021, uma pessoa completamente diferente. A V. que iniciou este blog já não é a mesma pessoa. Mas a essência continua cá. 

Espero do fundo do meu coração que o vosso ano tenha sido tão revelador de vocês próprios quanto o meu. Que tenham chorado mas que tenham sorrido ainda mais. Que tenham caído mas que se tenham levantado com mais força. Porque no fim de contas é isso a vida. Constantes quedas e arranhões nos joelhos. Mas hoje sei que não é sobre a queda. É sobre como nos levantamos após a queda. Não é sobre as perdas, é sobre como reagimos a essas perdas. Não é sobre a dor, é realmente sobre como reagimos a essa dor. 

E não, nem todos os dias conseguimos reagir da mesma forma ao que a vida nos envia. Mas o que importa, na minha opinião, é aprender cada vez mais a lidar com tudo o que aparece no nosso caminho. Talvez seja esse o significado da vida, talvez seja exactamente para isso que cá andamos, para aprender, para evoluir, para nos conhecermos a nós próprios e chegarmos à nossa melhor versão. É nisto que acredito. 

Sei que as partilhas no meu (nosso) blogue este ano foram mais cinzentas. Sei que escrevi maioritariamente quando me sentia mal, mas foi o que fez sentido para mim. Peço-vos desculpa se vos trouxe alguma energia negativa porque não era, de todo, a minha intenção. Quem me segue desde o inicio sabe que não é só sobre tristeza que eu escrevo. Se derem uma vista de olhos no blogue vêm que escrevi muito sobre as coisas boas da vida também. Mas foi o que fez sentido para mim este ano. Escrevi pouco e o que escrevi talvez tenha sido mais sombrio, mas realmente o meu ano foi uma luta constante contra o meu lado sombra. Porque todos sabemos que quanto maior a luz maior a sombra. E eu acredito que seja também sobre isso a vida, sobre sermos pessoas luz. E é essa pessoa que eu quero ser. Mas nem todos os dias, nem todas as fases da nossa vida são feitas de luz. 

Deixo um agradecimento especial a todos vós por, mesmo tendo escrito menos e tendo sido mais taciturna, não terem deixado de me ler. Agradeço de coração todas as palavras bonitas que me deixaram, todos os incentivos. Sou imensamente grata a todos vós por estarem desse lado.

Sou, do mesmo modo, imensamente grata à vida por me permitir ser. Ser apenas. Não boa ou má pessoa. Ser. Nem todos os dias sou aquilo que quero ser, mas podem acreditar que todos os dias luto por isso.

Que em 2022 possamos continuar juntos e que nunca percamos a esperança e a fé, seja no que for que tenhamos fé. 

Feliz Ano Novo!

Um grande beijinho, V

Desabafos de Dezembro

V de Viver, 13.12.21

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Sentada numa arriba, como se pairasse sobre a imensidão do mar, ouço o barulho das ondas a rebentar na areia acompanhadas pelos gritos incessantes das gaivotas.Também eu grito em silêncio. Foi exactamente para gritar que sai de casa e vim até aqui. 

Já sentia falta deste sitio. O sol de Dezembro aquece-me o rosto contrariando a brisa fresca que vem do mar. À minha volta só a natureza. Ao longe algumas pessoas mas aqui apenas eu. Sozinha. Como sempre me senti. Mas já há muito que não temo a solidão. Aprendi a fazer-me companhia a mim mesma, e gostei. E é isso que por vezes me assusta. Gostar tanto da solidão. Gostar tanto de estar sozinha. Tenho medo de deixar de sentir. Temo não conseguir mais aproximar-me de ninguém. Sinto amor, não me interpretem mal. Sinto amor pelos meus, pela minha família, por mim. Mas amo tanto estar sozinha. Escrevo agora coisas sem sentido, eu sei. Estou num desses dias em que as ideias, os pensamentos, são mais rápidos que os meus dedos. Num desses dias em que não consigo acompanhar o meu raciocínio. 

As ondas vêm e vão. Rebentam formando a espuma que rapidamente desaparece na areia. Verde, azul, creme. As cores que me rodeiam. Mar. Gosto tanto que por vezes me sinto como se fosse apenas uma extensão dele. É inexplicável. Por vezes penso como seria entrar nele e perder-me. Mas não sei se somos nós que entramos nele ou se é ele que entra em nós de toda a vez que nos toca. Consigo senti-lo na pele embora esteja uns bons metros acima dele. 

Tenho-me sentido perdida. Não sei bem o que sinto. Não estou triste, não mesmo. É mais como se um barulho de fundo não saísse da minha mente. Como se alguma coisa quisesse sair de dentro de mim. 

Mas estou em paz. 

Não é isso que todos procuramos? Sinto uma enorme gratidão por este último ano, mas sobre isso escreverei depois. Agora quero apenas deixar fluir os pensamentos e deixar a caneta rolar nas folhas do meu pequeno caderno. Gotas de lágrimas tingem o papel à medida que a caneta avança. Rabiscos de dor. Rabiscos de vida. A vida é algo tão difícil de descrever. 

Estou em paz.

Sinto o coração tão livre como uma borboleta. Borboleta. Sempre gostei de borboletas. Apercebo-me hoje que sempre quis aquilo que elas simbolizam. Transformação. E consegui. Já não sou aquela menina assustada, aquela adolescente incompreendida. Sou hoje a mulher que sempre quis ser. Quero sempre melhorar, quero sempre mais. Sempre fui uma insaciável. Sempre tive fome de viver. Sempre. Mas aprendi, com o grande professor que é o tempo, a viver com calma. A esperar sempre mais mas com a consciência que nem tudo chega quando quero. Por vezes há coisas que só chegam quando ela, a vida, sabe que estamos preparados. 

Portimão, 03/12/2021

Dois anos de blogue

V de Viver, 15.10.21

adi-goldstein-Hli3R6LKibo-unsplash (1).jpg(Fotografia: @adigold1)

Dois anos de blogue. Dois anos de alma a nu. 

É aqui que partilho os meus sentimentos. É aqui que mostro a verdadeira montanha russa de emoções que sou. Aqui posso ser eu. Aqui ninguém julga. Aqui há pessoas sábias, daquelas que todos queremos ter por perto. Aqui as pessoas são reais. Têm dores, têm defeitos, têm cicatrizes. E mostram-nas, tal como eu, sem filtros. 

Os blogues deveriam ser a rede social de excelência. Se é para gastar cada segundo da nossa vida agarrada a um ecrã, então devia ser aqui. 

Este ano de 2021 não escrevi tanto por aqui. Foi um ano e tanto. Mudei a cada dia. Sim, a cada dia. Juro-vos que senti isso. Como se trocasse de pele a cada vinte e quatro horas. Errei muito, aprendi ainda mais. 

Senti muita dor e sei que isso foi visível por aqui. Muitos de vocês que me lêem disseram, mais do que uma vez, que deveria procurar ajuda. Agradeço-vos o conselho. Como vos agradeço o facto de estarem sempre ai, de me lerem mesmo quando as minhas palavras são amargas e carregadas de dor. 

Continuo a olhar para este blogue como o meu lugar seguro. Continuo a amar cada palavra que escrevo e cada palavra vossa que leio, embora não vos tenha lido tanto durante os últimos meses. 

Em dia de aniversário do blogue eu teria muito mais para escrever. Mas no fundo aquilo que importa é agradecer-vos por continuarem aqui nos meus momentos menos bons. Por me continuarem a ler mesmo quando as minhas palavras são lágrimas envoltas em escuridão. 

Sou-vos eternamente grata por estarem aí. É difícil explicar como é bom saber que aqui as pessoas ouvem-me (lêem-me), acarinham-me, dão-me força, mesmo sem me conhecerem. Se bem que no fundo, ninguém me conhece como vocês. Vocês lêem o mais fundo dos meus sentimentos. A verdadeira pessoa que eu sou apenas vocês conhecem. Acreditem, nunca ninguém me viu tão nua quanto vocês. 

Por isso obrigada. Muito obrigada a todos que continuam por cá a cada dia. 

Primeiro tu

V de Viver, 23.06.21

Quantas vezes já ouvimos ou lê-mos a frase: "primeiro estás tu, depois os outros"? 

Mas realmente colocamos essa velha máxima em prática?

Quando foi a última vez que fizeste algo por ti? 

Hoje, depois da minha corrida e enquanto caminhava o último quilómetro até casa, surgiu-me este pensamento. Porque realmente colocarmos-nos em primeiro lugar não é fácil. Pelo menos não o é se tu, tal como eu, sempre colocaste os outros em primeiro. 

Acredito que o melhor que podia acontecer era que todos nós se colocássemos em primeiro, porque se nós não estamos bem, se não nos tratamos bem, não conseguimos fazer o bem aos outros, não da mesma forma. 

Há uns dias umas amigas convidaram-me para jantar. Já não estou com elas há algum tempo e apetecia-me vê-las, mas tive um dia horrível, chorei por mais de uma hora seguida, e a única coisa que me apetecia era estar sozinha no meu canto. Não é solidão, é solitude! A antiga eu (antiga de não há assim muito tempo...) teria colocado a máscara e corrido para o restaurante. E não me refiro à máscara de protecção contra o vírus, refiro-me ao fato completo da Mulher Maravilha. Chegava lá, como tantas outras vezes fiz, fingia que estava super bem, e ouvia as maravilhas que se têm passado nas vidas das minhas amigas e embora ficasse feliz por elas, no fundo, bem lá no fundo, ia sentir que a minha vida é uma merda. 

Quantas vezes já fizeste isto? Eu fiz muitas. Mas não mais. 

Hoje não vou onde não quero ir (a menos que seja algum compromisso realmente inevitável), não estou com quem não quero estar, não digo "sim" a toda a hora e a toda a gente. Priorizo-me. Coloco as minhas vontade em primeiro lugar. E isto não é egoísmo. Nada disso. Se alguém precisa da minha ajuda eu vou. Continuo disponível para os meus, mas não para toda a gente nem, com certeza, para tudo e mais alguma coisa.

Durante anos não soube dizer "não". Achava que as pessoas iam ficar chateadas ou magoadas. Que iam deixar de gostar de mim, que se afastariam de mim. Hoje já não quero saber. Aprendi que se a pessoa não respeita a tua vontade então não faz parte "das tuas pessoas". Se a pessoa não compreende que não podes ou que não queres, então não precisas dela na tua vida. Pode parecer duro, mas não é. Continuo a mesma pessoa, apenas me priorizo mais. 

E sabem que mais? Foi a melhor coisa que fiz na vida. Pensar em mim, naquilo que quero, naquilo que preciso. Dar-me presentes da mesma maneira que sempre dei aos outros. Fazer o que quero, quando quero. Alguns dirão que é egoísmo, eu chamo-lhe amor próprio. 

Não te esqueças de te priorizar. Não digo para deixares de lado tudo e todos, não digo que não dês atenção aos teus filhos, ao teu marido/mulher, à tua família e amigos. Não é nada disso. Continua a fazer por todos aquilo que o teu coração mandar, mas por favor, faz também por ti. Olha também por ti e não apenas por todos eles. Verás que quanto melhor te sentires melhor os fazes sentir. 

Cuida-te, ama-te, respeita-te...sempre!

Blogzillas do Ano

V de Viver, 16.12.20

Fiquei a saber que o meu (nosso) blog faz parte da lista dos nomeados no Blogzillas do Ano.

Lamentavelmente tenho que confessar que não fazia a mínima ideia da existência do Blogzillas.  Ainda assim agradeço, de coração, a quem votou em mim para que pudesse fazer parte da lista. 

Muito obrigada a todos vós que diariamente passam por aqui e que, mesmo nesta minha fase complicada em que aquilo que escrevo não é feliz, não deixaram de passar e deixar uma palavra de amizade e carinho. Já por mais de uma vez referi em post's que o mundo dos blogues é fantástico e, mais uma vez, vocês são prova disso.

Obrigada por estarem por aqui, por me lerem e por deixarem tantas palavras de carinho e amizade mesmo quando, como agora, não sou reciproca convosco. Vou meter as vossas leituras em dia mal saia desta escuridão. 

Muito obrigada a todos 

Um ano de blogue

1º Aniversário

V de Viver, 15.10.20

adi-goldstein-Hli3R6LKibo-unsplash.jpg(Fotografia: @adigold1)

Um ano de blogue. 

Um ano de partilhas. De palavras de carinho. De pessoas fantásticas. De lágrimas. De sorrisos. De força, de luta, de fracassos. Um ano de palavras sinceras e reais. Um ano a dar-vos um pouco de mim e a receber um pouco de vocês. Um ano de palavras motivadoras, aconchegantes, fortalecedoras. Um ano de pessoas desconhecidas que me fizeram melhor do que muitas conhecidas. Um ano de muitas lágrimas ao som das teclas do meu computador. Um ano de muitos sorrisos ao ler-vos. Um ano de carinho. Carinho que recebi de vós e carinho que sinto, sinceramente, por vocês, meus desconhecidos preferidos de sempre.

Dei inicio a este blogue quando me encontrava numa das piores fases da minha vida. Sentia-me totalmente perdida e sem rumo. Sofria dores horríveis derivadas de uma lesão no pé. Mas foi essa lesão, tenho a certeza absoluta, que me levou a iniciar esta viagem. Este capitulo da minha história que espero, do fundo do coração, que seja um capítulo sem fim. Que possa continuar por cá por muitos anos, e que vos possa ter sempre comigo.

Aos que me acompanham desde o primeiro dia o meu muito, muito obrigado. Tenho-vos no coração por me terem "aturado" tantos desabafos. Tantas palavras desesperadas. Tantas lágrimas que sei que, embora não as tenham visto, certamente as sentiram. A vocês que tanto me apoiaram sem me conhecerem só posso dizer-vos que estarei eternamente grata. Passem os anos que passarem, quer eu continue ou não a escrever aqui, fiquem com a certeza de que ajudaram alguém a ultrapassar uma fase turbulenta, de que fizeram alguém sorrir muitas vezes com os vossos comentários e com as vossas publicações. 

Aos que foram chegando obrigada também de coração por terem ido ficando, por subcreverem e por passarem por cá, mesmo que não diariamente. São mais de cinquenta subscritos e, embora o número de seguidores não seja o ponto fundamental, a verdade é que se os juntasse a todos numa sala para vos falar, iria achar que se tratava de uma multidão! 

Serão sempre muito bem vindos e, se por vezes não vos visito com muita frequência, fiquem a saber que não por poucas vezes, me lembro de vocês no meu dia a dia. Contudo nem sempre tenho o tempo que gostava para vos visitar, ler e comentar com atenção e carinho. E, uma vez que vocês não merecem menos que isso, acabo por ir deixando para o dia em que tenha esse tempo para vos dedicar. 

Sem mais delongas, que o post já vai longo, obrigada de coração a todos vocês por fazerem parte desta viagem. 

Um ano de Coisas que eu [não te] disse. Um ano de mim. Um ano de vocês. Um ano de nós.

Sou muito grata a todos vós. 

Obrigada!

V

Um momento de gratidão

V de Viver, 21.07.20

Hoje não é um dia especial. Não aconteceu nada de significativo. Apenas dei por mim, do nada, a sentir uma enorme gratidão por viver onde vivo. Um grande orgulho por ter construído esta fortaleza que é o meu lar. Um sítio calmo. Um sítio onde todos, sem excepção, que aqui entram, dizem ser um lugar de paz.

E é.

Por vezes o meu interior não está em paz, e torna-se difícil para mim que o que está à minha volta esteja. Mas acaba por estar. Ou por, aparentemente, estar. A minha casa é um sítio calmo. Um sítio onde as pessoas muitas vezes procuram abrigo para ultrapassar as suas tempestades. Também eu ultrapasso as minhas tempestades aqui. Muitas vezes sentada, justamente, onde estou agora. Na minha varanda, na minha velha cadeira de plástico. Aquela mesma cadeira de que já tanto falei aqui. Porque não é preciso que seja um palácio para que sejamos felizes, para que nos sintamos em paz. Não. Há tempos li uma frase, desconheço o autor, que dizia: "Uma cabana onde se ri vale mais que um palácio onde se chora". É verdade. Aqui, no meu humilde apartamento, sou feliz. Aqui, eu tenciono que também os outros passem momentos felizes. Aqui, eu ambiciono que reine a paz.

E hoje sinto-me grata por isso. Por ter paz. Por ser feliz. Por poder partilhar com os outros esta paz e estes momentos felizes. 

Aqui, da cadeira de plástico, na minha pequena varanda com vista para o mar, digo-vos, com toda a certeza, não precisamos de ter muito para ser felizes. Precisamos, apenas, ser muito.

Por vezes é mais fácil focarmo-nos naquilo que nos falta do que naquilo que temos. Naquilo que somos, que no final, é o mais importante. 

Hoje desejo que todos os dias, ao acordar para uma nova página da minha vida, possa lembrar-me deste sentimento de gratidão que me aflorou ao coração neste momento. 

O meu blog mudou de visual

Nova imagem, o mesmo conteúdo

V de Viver, 25.03.20

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Olá pessoas queridas que passam por aqui para me ler e, muitas vezes, deixar palavras de carinho. Escrevi este post, unicamente, para vos dizer que mudei um pouco a imagem do blog. Já andava a pensar nisso há algum tempo e hoje decidi, finalmente, fazê-lo. 

Espero que gostem pois, embora este espaço seja meu, é convosco que o partilho diáriamente. Sem o vosso incentivo, provavelmente, já tinha desistido de vir aqui escrever. Graças a vocês não o fiz. Continuo por cá e, embora não tenha nada de especial para vos dar, acabo sempre por dar muito de mim na forma como vos escrevo com total sinceridade e verdade. 

Aproveito ainda este post para, mais uma vez, vos transmitir a minha gratidão por todas as palavras que me vão deixando nos comentários.

Um grande beijinho para todos, V

15 coisas que devíamos agradecer todos os dias

V de Viver, 27.02.20

Há uns tempos coloquei aqui no blog um desafio de gratidão onde o proposto era agradecer cinco coisas todos os dias. Acredito que agradecer é das melhores coisas que podemos fazer na vida pois transmite-nos uma sensação de que nem tudo está mal. Não o fiz diariamente aqui no blog, contudo, fazia-o num caderno onde escrevo algumas coisitas que me vão aflorando à mente. No entanto, infelizmente, esta semana tem sido tão complicada que desde sábado que não tenho escrito nada, nem por aqui nem no caderno. Assim sendo não tenho agradecido tanto como devia e por isso decidi escrever este post hoje. Não é que as quinze coisas que escrevo hoje substituam as que devia ter agradecido diariamente mas pelo menos lembram-me, a mim mesma, que há sempre alguma coisa a agradecer, mesmo nestas semanas em que quase não páro para respirar!

Aqui fica então esta pequena lista (digo pequena porque acredito que tenho muito mais a agradecer) de coisas que eu devia agradecer todos os dias:

1- Estou viva;

2- A maioria das pessoas que amo estão vivas;

3- Tenho saúde;

4- Tenho trabalho;

5- Vivo num sítio lindo e onde sempre quis viver;

6- Posso ler, estudar, e aprender aquilo que quiser;

7- Sou livre;

8- Posso ser uma pessoa melhor a cada novo dia;

9- Tenho um lar e uma cama para dormir;

10- Posso sorrir à vontade;

11- Sou feliz;

12- Tenho os cinco sentidos em ótimo estado;

13- Já consegui realizar alguns sonhos (como viajar, por exemplo)

14- Sou independente;

15- Sou resiliente.

Estas fazem sentido para mim, contudo, poderão não fazer para vocês. Deixo-vos o desafio de escreverem a vossa lista de gratidão, e de a lerem todos os dias ao acordar. Assim, se não conseguirmos ao fim do dia agradecer cinco coisas, pelo menos acordámos e percebemos que há coisas que podemos, mesmo, agradecer todos os dias. Com certeza, irão encarar os vossos dias de uma perspectiva diferente.