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Coisas que eu [não te] disse

Tudo o que não consigo dizer, apenas escrever.

Coisas que eu [não te] disse

Tudo o que não consigo dizer, apenas escrever.

21
Nov19

Uma Metáfora para a Vida

Desafio 30 dias de escrita


V de Viver

Não deixa de ser engraçado que seja hoje, no último dia deste desafio de escrita em que decidi entrar, que tenho um completo bloqueio. É a primeira vez, desde que me propus a entrar no desafio, que não me ocorre o que escrever. Uma metáfora para a vida. Existem tantas metafóras para a vida. Gosto daquela que diz "A vida é como andar de bicicleta, é só manter-se em movimento". Podia pegar nela e desenvolver alguma coisa. Mas gostava de escrever algo que me saísse da alma, das entranhas. O que, admito, não será tarefa fácil, até porque é impossível saber se o que eu escrevo aqui não é também escrito por outra pessoa em qualquer outro lugar no mundo. E, além disso, para quem como eu, lê muito, acaba por ser difícil não escrever, mesmo que inconscientemente, algo que já leu algures. Mas enfim, já estou a divagar. Ora então uma metáfora para a vida. Assoma-se-me ao espiríto uma montanha russa. Tenho a certeza que já alguém fez esta comparação com a vida. Mas é verdade. A vida é mesmo como uma montanha russa. Ora estamos lá em cima. Felizes, afortunados, realizados. Satisfeitos com o nosso dia a dia, com a forma como conduzimos a nossa vida. Com o que já conquistámos. Onde já chegámos. Ou então, um dia, acordamos e estamos cá embaixo. Descemos a pique, sentindo aquele borbulhar no estomâgo de quando fazemos uma descida muito acentuada e veloz. Olhamos para nós e sentimos apenas desilusão. Fracasso. Derrota. Azar. Outros dias há, ainda, em que acordamos com a sensação de que estamos virados do avesso. Cabeça para baixo e pés para o ar. Uma total sensação de não sabermos o que andamos aqui a fazer. De não sabermos como chegámos onde estamos. Mas a vida não é, e não pode ser, só isto. Não. A vida é como o mar. Ora estamos cheios, ora estamos vazios. A vida é, também, como um livro. Uns capítulos são felizes, outros são tristes. Cada página escrita por nós. Cada linha uma atitude, uma ação que considerámos ser a mais certa. Cada letra a formar palavras que articulámos. A vida é uma série de histórias, e também de não histórias tendo em conta tudo aquilo que não foi, mas que poderia ter sido. É uma constante linha de equilibrio entre escolhas e consequências.  A vida pode ainda ser como andar de baloiço. Por vezes só conseguimos se nos derem um empurrãozito. É como uma flôr. Precisa de ser cuidada. Regada. A vida é tudo. A vida é o nosso maior milagre. A vida é um sorriso. É um carinho. É o amor. É a família. São as lágrimas. Os momentos que se cravam na nossa pele. A vida é a única coisa que temos. E é também a única coisa que sabemos que, um dia, acaba. Porque como disse Séneca: " Este é o único motivo pelo qual não nos podemos queixar da vida: ela não segura ninguém". 

20
Nov19

Um Beijo de Amor

Desafio 30 dias de escrita


V de Viver

Existem vários tipos de amor. O amor apaixonado, aquele que causa borboletas no estômago. O amor sexual, carnal, aquele que nada mais é do que uma atração física. O amor de afeto , aquele que nos inunda o peito quando reunimos a família. O amor fraternal, leal que se pode dizer que é o que experenciamos nas amizades. O amor próprio, aquele que todos devemos cultivar dentro de nós, por e para nós. O amor platónico, aquele que todos (ou quase todos) tivémos em adolescentes, por exemplo, por um actor ou cantor, etc. O amor ao próximo, que nos permite ter empatia pelos outros. O amor aos animais, o amor aos bens materiais. O amor pela leitura, pela escrita, pela vida. Poderia falar de amor o resto da tarde, e até noite fora. Para mim, o amor pode significar uma coisa totalmente diferente do que poderá significar para vocês que me estão a ler. Não há definição para o amor. Mas penso que todos estamos em sintonia quando o assunto é o amor de mãe. Aquele que é o mais puro, mais autêntico, mais honesto, mais absoluto. O mais verdadeiro, mais fiel, real, palpável e incontestável. O mais obstinado, intrasigente e incansável. O amor mais duradouro, moroso, estável e eterno. Aquele que nunca, jamais, morre. Por esse motivo, quando vi o tema sobre o qual o desafio de escrita me pedia para escrever hoje, a primeira contemplação, a primeira coisa que se manifestou na minha mente foi um beijo da minha mãe. Porque é ali, naqueles lábios ternos, que eu sei que está o verdadeiro amor. O amor que nunca me irá abandonar. O amor que perdoa tudo. O amor que não apodreceu, não se desgastou, não se degradou quando, em adolescente, lhe respondia torto e lhe dizia que não estava certa. O único amor capaz de suportar tudo e ainda assim continuar ali, rijo, implacável, seguro, saudável, maciço, sempre pronto para mim. Um beijo de amor é o beijo da minha mãe.Os beijos que me despertaram enquanto criança e adolescente. Nunca fui acordada por um despertador, nunca. A minha mãe era o meu despertador. Os beijos da minha mãe acordavam-me todos os dias. Suaves, ternos, doces e afectuosos. Muitos não foram bafejados com essa sorte. Eu fui. Sei que muitos não tiveram essa chance, sei que existem aqueles a quem a vida não permitiu conhecer o sabor do carinho da mãe. Sei que fui uma afortunada. Nunca tive o amor de um pai. Nunca chamei pai a ninguém. Mas sempre tive, tenho e continuarei a ter, a certeza absoluta que a minha mãe fez o papel dela e o de pai. E fê-lo bem feito. Errou. Hoje, que sou adulta consigo ver os erros dela, mas consigo também entender que todos esses erros se deveram ao facto de achar que era o melhor para todos. Não lhe guardo rancor por nenhum desses erros. Pelo contrário. Se eu for, um dia, metade da mãe e mulher que é, e sempre foi, a minha mãe, serei feliz. Irei sentir-me realizada. A todas as mães que foram também pai, deixo aqui um grande beijinho de carinho e uma, enorme, salva de palmas por terem sido as lutadoras que foram. Saibam que tarde ou cedo, os filhos vão sempre reconhecer o vosso valor e perceber que vocês, mães, fizeram o melhor que conseguiam com aquilo que tinham. Por esse motivo, hoje, o meu beijo de amor vai para a minha mãe, e para todas as mães. 

19
Nov19

Uma Esquina Marcante

Desafio 30 dias de escrita


V de Viver

Já passava das seis da tarde e o calor que se fazia sentir continuava a ser abrasador. Tinham passado as primeiras horas da tarde recolhidos no aconchego da casa dos avós. Deitados numas mantas, a ver televisão e comer batatas fritas. A escapar ao sol e ao calor, não por vontade deles, mas por ordem da avó. A hora de brincar lá fora era, geralmente, assinalada pela saída do avô para o quintal. Finalmente, depois do lanche, a avó deixava-os ir brincar para o quintal. O avô, sempre mais liberal que a avó, abria-lhes o portão para que pudessem correr e brincar, livremente, pela travessa. Na travessa não circulavam carros. Caminho de terra batida e com muitas pedras onde os joelhos eram constatemente raspados, não era, devido ao piso, usada como estrada de circulação.  Melhor para eles que corriam desimpedidos, interrompendo as brincadeiras apenas quando alguém os chamava. Bateram à porta de um dos vizinhos. Perguntaram à mãe do vizinho se ele podia ir brincar com eles. Ela anuiu e detrás dela, aos saltinhos, apareceu o menino que se lhes juntaria na brincadeira. Não se dando por satisfeitos foram bater a outra porta. Outra casa de onde saiu mais um companheiro de brincadeira. Assim era mais "fixe", quantos mais melhor. As brincadeiras eram das mais diversificadas que se possa conjecturar. Jogavam à macaca, ao macaquinho do chinês, ao rei manda, aos polícias e ladrões, e por vezes (poucas vezes) decidiam-se por uma brincadeira mais tranquila usando apenas os bonecos. Rabos sentados no chão de terra levavam a que no fim da brincadeira aparecesse terra até nos sítios menos provavéis, causando grande irritação nas mães. E a roupa? Cada tarde uma roupa diferente pois, após horas de brincadeira, a que traziam no corpo estava pronta para lavar, e por vezes até ir para o lixo. Adoravam fazer corridas de bicicleta, joelhos a sangrar, mãos raspadas e com pequenas pedrinhas cravejadas. Não havia lágrimas. Quem caía levantava-se ao som das gargalhadas dos restantes, e acabava por rir também. Mas a brincadeira que mais os deleitava era, sem dúvida, jogar às escondidas. A cada um, a começar pelo mais novo, cabia a exaustiva tarefa de tapar os olhos com as mãos, cabeça de encontro às mãos para terem a certeza que não havia forma de espreitar, e com a cabeça enconstada na parede daquela esquina, contar até cem. Corriam livres por todos os cantos da travessa, cada árvore um esconderijo. Cada relevo na terra uma forma de escapar ao olhar do que os procurava. A única regra era não se esconderem no interior de nenhuma das casas, nem se afastarem demasiado. Não saberiam explicar como, mas eles sabiam o que significava esse "demasiado" e nunca o ultrapassavam. Mas havia sempre um mais matreiro, que conseguia o feito histórico que tanto os fazia rir. Enquanto o que contava, sempre em voz alta, seguia a contagem sem demoras, o malandro escondia-se atrás das costas dele. Sem respirar, sem emitir qualquer som, assim que o que estava a contar dizia as palavras de advertência: "Aí vou eu!", o espertalhão batia na parede e dizia: "um, dois, três (o nome dele) estou salvo". O que causava um valente susto a quem acabara de contar, originando um salto e um safanão no manhoso. Sem maldade, com muita gargalhada e ofensas à mistura: "Aí seu parvo batoteiro". Tardes de risos, de brincadeira, amizade pura, inocência. Dias que se faziam semanas, que por sua vez se transformavam em meses e posteriormente em anos. Muita cumplicidade, embora uns mais novos que outros, quando brincavam era todos crianças, todos da mesma idade. Só se lembravam de usar a idade como diferença quando se tratava de jogar às escondias, afinal de contas, contar era a parte mais chata. Era muito mais emocionante encontrar um bom esconderijo. Tardes de verão a brincar, livremente, até ao sol posto. Até os avós ou os pais os chamarem para tomar banho e jantar, acabando com a euforia desmedida daqueles momentos. Recolhiam a casa sempre contrariados e amuados, mas sempre com a certeza que voltariam a repetir tudo na tarde seguinte. 

Aquela esquina marcante, local de contagens intermináveis até cem, batotas e risadas até doer a barriga, ainda continua no mesmo sítio. Lembrando a cada um deles as crianças que foram um dia. 

18
Nov19

Um Equívoco Consertado

Desafio 30 dias de escrita


V de Viver

A avó encarregou-a de ir buscar o pão à lojinha da aldeia. E ela ficou toda contente por ser encarregada de uma actividade de adulto. Tinha doze anos, já não era propriamente uma criança. A loja ficava razoavelmente perto da casa dos avós. Numa aldeia pequena, em que todos se conhecem, e em plena manhã, naquela época, nada de mal poderia acontecer a uma menina. E, por esse motivo, a avó passou-lhe o dinheiro para mão e ela lá foi. Seguia pela rua, toda ela muito dona de si, quando uma senhora a agarrou com entusiamo e lhe deu, o que lhe pareceram ser, uns cem beijos nas bochechas. Ela ficou estupefactada mas uma vez que a senhora não parava de lhe dar beijos e abraça-la dizendo, repetidamente: "Aí mas que grande estás minha pequenina" ela pensou, do alto da sua inocência, que deveria ser alguma tia da sua mãe que ela agora não recordava. A senhora parecia-lhe engraçada, cabelo muito vermelho, calças castanhas, blusa cor de rosa shock, e umas botas de salto altíssimo. Devia ter uns cinquenta anos, reflectiu ela, o que a levava de seguida a pensar que já era um bocado velha para andar com aqueles saltos. Com doze anos, todas as pessoas que aparentem ter mais de vinte, são consideradas velhas. A senhora ajeitou-lhe uns fios cabelo, que lhe pendiam sobre o rosto, atrás da orelha e disse: - Então e os manos como estão minha flor? - Ok, pensou ela, a senhora está a confundir a família toda. - Eu só tenho uma irmã pequenina minha senhora, deve estar a falar dos meus primos. - disse a menina. A senhora pareceu confusa mas continuou: - Uma irmã? Aí que engraçadinha que tu és. Tal e qual o teu paizinho não é meu doce? - disse a senhora num tom que começava agora a irritá-la um bocadinho. - Eu não estou a brincar minha senhora. Como lhe disse eu só tenho uma irmã. Mas tenho dois primos rapazes - respondeu ela com sinceridade. Nesse momento a senhora pôs-se a olhar para ela, muito séria, de cima a baixo. Inclinava a cabeça para um lado e para o outro e, possivelmente, aquilo só durou uns segundos, mas a ela parecia-lhe já estar ali há uma eternidade. Começou a pensar que a avó iria estranhar a demora e ficaria preocupada. - Olhe, desculpe minha senhora, mas tenho que ir buscar o pão e voltar para casa, a minha avó vai ficar preocupada, - disse ela, preparando-se para seguir viagem. Mas a senhora deu um ligeiro gritinho e disse, boquiaberta: - A tua avó? Mas a tua avó não faleceu já? A senhora parecia aterrorizada com a conversa. Felizmente, a senhora disse de seguida: - Tu não és a menina da Amélia? Ela negou. Disse que a mãe não se chamava Amélia, e disse o nome da mãe. A atitude da senhora não a espantou - Aí não posso acreditar que cresceste tanto? Oh minha fofa dá cá mais dois beijinhos - disse a senhora que parecia, agora, ainda mais entusiasmada. Não lhe deu dois, mas sim cerca de seis beijinhos. Depois pareceu lembrar-se de alguma coisa importante, olhou o relógio e disse: - Oh docinho desculpa lá este meu equívoco mas és muito parecida com a Susaninha! Agora vai lá buscar o pão à tua rica avozinha e dá-lhe cumprimentos meus. Ah e dá muitos beijinhos meus à tua mãezinha - disse enquanto se afastava. Ela seguiu viagem sem mais demoras e foi buscar o pão. A avó estranhou a demora e disse-lho quando chegou. Ela explicou a situação e entregou os cumprimentos à avó, que lhe perguntou quem era a senhora. Ela não sabia, descreveu a senhora o melhor que conseguiu. A avó não a reconheceu pela descrição, mas não lhe pareceu preocupada. Afinal de contas viviam numa aldeia, toda a gente se conhecia. Ela ficou, portanto, com um equívoco consertado, o da sua identidade perante a senhora. Mas ficaria com um equívoco por consertar pelo resto da vida.Até hoje não sabe quem era a senhora da blusa rosa shock. 

17
Nov19

Uma Obra de Arte

Desafio 30 dias de escrita


V de Viver

Desde muito nova que gostara de escrever. Mas desenhar nunca tinha sido o seu forte. Quando a professora de História lhes mandou fazer uma banda desenhada sobre a Conquista de Ceuta sentiu-se, imediatamente, apavorada. Embora gostasse da disciplina, a nota não era a melhor.  Precisava de uma boa nota no trabalho para poder subir a média. Pensou no trabalho durante todo o percurso de autocarro que separava a cidade onde estudava e a aldeia onde vivia. Pelo menos era sexta-feira e tinha o fim de semana todo para pensar numa forma de realizar um bom trabalho. Durante a viagem, ao passar junto às terras que pertenciam ao seu tio, teve uma espécie de vislumbre da solução para o seu dilema. O tio. Claro, como podia não ter pensado nisso antes. O tio era a pessoa indicada para a ajudar. Só não sabia se ele iria ter tempo, mas logo que chegasse à aldeia iria falar com ele. Assim fez. Na paragem do autocarro, em vez de seguir o caminho que a levava à sua residência, subiu a íngreme rua que levava à casa dos tios. Falou com o tio que aceitou contribuir para o trabalho, feliz por poder ajudar. A tia convidou-a para almoçar no próximo dia e assim ela e o tio poderiam fazer o trabalho. Na manhã seguinte, mal acordou, pediu à mãe se podia ir para casa dos tios fazer o trabalho. A mãe acedeu e ela foi. Os tios já estavam à espera dela. A tia tinha acendido o lume na lareira, o tio tinha, como sempre, a música ligada. Depressa se espalharam os materiais que haveriam de usar para o trabalho. Ela explicou ao tio o que pretendia. Ele disse-lhe que faria os desenhos, mas que tudo o resto seria ela a fazer. Ela anuiu. Não esperava outra coisa. E, assim, deram inicio ao trabalho. Das colunas saía a música dos Metallica, uma das bandas preferidas do tio. Da cozinha chegava o cheiro da comida que a tia preparava para o almoço. O calor e o crepitar da lareira deixavam na sala um ambiente acolhedor. Por vezes perdia-se a olhar para as mãos do tio. Aqueles desenhos perfeitos, o toque suave e a facilidade com que ele fazia aparecer as ilustrações deixavam-na estupefacta. Nunca seria capaz de desenhar assim. O tio presenteva-a com uma ligeira cotovelada sempre que ela se distraía. Sabia que ela estava a admirá-lo, mas não queria que ela perdesse o foco naquilo que estava a fazer. Horas mais tarde, já depois de terem degustado o almoço preparado pela tia, finalizaram a banda desenhada. Depois de ambos terem feito a parte que lhes competia, afastaram-se do trabalho, e chamaram a tia. Ficaram os três a olhar para a tarefa que tinham concluído. Em algumas horas de dedicação tinham completado uma obra de arte. Viria a ser o melhor trabalho da turma. - Tio, tu és o melhor, tive a nota mais alta. A professora adorou. Disse-lhe ela quando recebeu a nota. - O mérito foi todo teu. Eu só fiz os desenhos, e que eu saiba a avaliação não era ao desenho. Respondeu ele. Ela pensou um pouco sobre o assunto. Era verdade. Mesmo assim respondeu ao tio: - Fazemos uma excelente equipa tio. Ele sorriu e anuiu. Sim, faziam.

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