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Coisas que eu [não te] disse

Tudo o que não consigo dizer, apenas escrever.

Coisas que eu [não te] disse

Tudo o que não consigo dizer, apenas escrever.

06
Fev20

Mesclado divino


V de Viver

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Ler e escrever.

Duas paixões que me acompanham há tantos anos que parece que sempre o fiz. Como se fizesse parte do meu ADN. É quase como respirar. Não consigo viver sem respirar, assim como não consigo viver sem ler e escrever. Cada vez mais. Cada dia que passa me está mais cravado no sangue a necessidade de ler e escrever. Não que escreva nada de especial. Não que leia grandes obras de literatura. Mas ainda assim, sinto-me uma sortuda por poder ter momentos como o que mostra a fotografia. 

Ler e escrever.

Ofereçam-me um livro, um caderno e uma caneta e serei feliz para sempre. 

23
Out19

Desafio 30 dias de escrita


V de Viver

Olá pessoas queridas que passam por aqui. Lá fora está um, característico, dia de Outono que me convida a ficar sossegadita. Como ainda estou a recuperar da lesão ainda me posso dar ao luxo de viver este dia, tal como ele pede, debaixo de mantas a escrever e a ler! 

Aproveitando o dia vou dar início ao “Desafio 30 dias de escrita” que vi no blog the old soul girl (Blog que gosto bastante de ler, já agora). Confesso que vou entrar no desafio graças ao incentivo da girl, a autora do referido blog, a quem deixo um obrigado "público"

Ora bem, não sei se vou conseguir cumprir os 30 dias seguidos, mas sei que vou fazer um esforço para que isso aconteça. De seguida deixo o post com o primeiro tema.

E porque é que vocês não entram também neste desafio? 30 dias, 30 temas! Vamos?

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22
Out19

Tudo aconteceu, exactamente, como devia ter acontecido


V de Viver

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(Imagem Pinterest)

Dou por mim a pensar em tudo o que já me aconteceu. Não falo dos acontecimentos deste ano, ou dos últimos anos. Falo daquilo que me aconteceu no decorrer da minha existência. Refiro-me às lutas, às vitórias, às derrotas, aos dias tristes e aos dias felizes. À família onde nasci, às escolas por onde passei, aos amigos, aos amores e desamores. Falo de tudo aquilo que nos molda. Tudo aquilo que nos faz sermos, exactamente, como somos. Com os nossos defeitos, os nossos traumas, as nossas qualidades. Dos acontecimentos que nos levaram a ser pessoas carrancudas ou pessoas risonhas. Que determinaram se seríamos mais simpáticos ou menos. Que nos transformaram em pessoas com tendência a sermos mais ciumentas, desconfiadas, solitárias, ou pelo contrário, pessoas mais abertas, que confiam em tudo e todos e que odeiam estar sozinhas.

E é neste ponto que me dou conta que tudo o que aconteceu na minha vida foi, exactamente, o que devia ter acontecido.

Tudo o que me aconteceu trouxe-me onde estou fez-me ser quem sou. Mas acredito que foram, principalmente, as coisas menos boas que determinaram onde estou e em quem me tornei.

Parem um minuto e olhem para o vosso interior. Não foi em todas as situações em que ficaram mais desconfortáveis que vocês perceberam que tinham que mudar a vossa realidade? Se não passássemos por essas situações que nos levaram ao desconforto extremo, que nos fizeram chorar até ficar sem lágrimas, que nos tiraram o ar. O chão. Que nos levaram a pensar que não tínhamos saída, que estávamos no fundo do poço. Se não fosse aquele abanão que nos obrigou a sair de onde estávamos jamais teríamos parado. E por não pararmos jamais teríamos olhado para dentro de nós. E por não termos olhado para dentro de nós jamais teríamos saído da nossa zona de conforto. Foi nas nossas descidas ao fundo do poço que questionámos a nossa experiência e a nossa existência. Foi aí que mudámos o nosso rumo para chegarmos onde estamos. Para sermos quem somos e fazermos o que fazemos. Sejamos gratos por isso.

Provavelmente vamos descer mais vezes ao fundo do poço. E está tudo bem. Vamos ter sempre força para sair. E seguir.

Devem ter reparado que falei no plural, e eu não sou ninguém para falar por vocês. Esta é, apenas, a minha maneira de ver as coisas. A vossa pode ser diferente. E  estamos corretos de igual forma. Porque a minha realidade é, com certeza, diferente da vossa.

21
Out19

Falhei, tá falhado e não se falha mais nisso!


V de Viver

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Hoje acordei com menos dores (da lesão no pé). Está um dia lindo lá fora. Decidi que iria lavar uma roupa, e já agora dar um “jeitinho” à casa (devido à mobilidade reduzida provocada pela lesão não tenho sido, ultimamente, a fada do lar que costumo ser). Mas não dou inicio à minha “luta” sem antes beber um cafezinho na varanda. E pronto. É ali que a magia acontece. Da minha varanda consigo avistar o mar. Sempre sonhei viver numa casa com vista para o mar. Não é que consigo ter AQUELA vista. Mas vejo-o. E hoje, mais uma vez, foi ali que me chegou aquela sensação de gratidão. Sou muito grata por ter chegado onde cheguei e, principalmente, por ter chegado sozinha. Este ano tenho dado mais importância ao que me falta do que àquilo que já tenho. É isto que quero dizer quando, em posts anteriores, disse que me perdi. Perdi-me sim. E perdi-me porque deixei de agradecer o que tenho. Deixei de agradecer o que já conquistei. Deixei-me levar pela vida e comecei a comparar-me com os outros. Outros esses que não trilharam o mesmo caminho que eu. Que não passaram pelo que eu passei. Não viveram o que eu vivi. E é neste ponto que me apercebo do quanto me deixei levar. Do quanto andei estes meses em piloto automático. Do quanto me permiti não olhar para dentro, não me focar em mim. Falhei. Está falhado. E não se falha mais nisso.

(Imagem: Pinterest)

18
Out19

Éramos felizes e não sabíamos!


V de Viver

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Hoje era o aniversário da minha avó. A minha única avó. A única que me quis e que me aceitou.

Após a morte da minha avó caí na dura realidade de que não há mais avós. O avô foi-se, a avó foi-se! Aí avós se vocês soubessem como foram o nosso pilar, a nossa raiz. Se soubessem como tivemos uma infância feliz graças a vocês. Obrigada por nos terem permitido crescer da forma que crescemos. A esfolar os joelhos no quintal, a sujar as mãos com carvão para desenharmos o jogo da macaca no cimento do quintal, por sujarmos as mãos na horta, por regarmos a horta e ajudarmos a carregar a lenha miudinha. Por termos tido a possibilidade de andar de bicicleta na travessa, de apanhar caracóis, de aprendermos a caiar. Como éramos felizes por termos carretas e fazermos corridas no quintal. Por termos crescido a espalhar os brinquedos pelo quintal e na casa do lume. Por termos cozinhado a fingir com talos da couve e cascas das batatas. Por temos aprendido lenga-lengas, anedotas e advinhas. Por nos terem ensinado a jogar às cartas, o que é um naipe, um rei, um duque. Pelas tardes a ver televisão deitados no chão, só uma manta por baixo, a comer batatas fritas na hora do calor porque só depois podíamos ir fazer asneiras para o quintal. Por termos percebido o que significa comer em união numa mesa redonda com braseira, e como dizia o avô quando começávamos a falar e a fazer demasiadas perguntas: “Ovelha que berra bocado que perde”. Obrigado avô por todas as vezes que nos foi levar e buscar à escola, muitas vezes debaixo de chuva só protegido pelo fraco guarda-chuva. Obrigada pela educação, pelas reprimendas, pelos incentivos. Obrigada até pelas palmadas avó, e obrigado por nunca nos ter dado uma palmada avô. Obrigada por nos deixarem crescer livres, por nos terem aturado as birras, por terem conseguido aguentar quando nos juntávamos quatro ou cinco lá em casa e a avó dizia “Um sozinho é um santinho, juntos são uns diabinhos”. Obrigado avô por nos ensinar que nem sempre o que está partido tem que se deitar fora, que as coisas podem ser reutilizadas, pois foi isso que nos mostrou desde muito cedo, que com algumas coisas velhas se faz um brinquedo. Uma mesa para as barbies, um roupeiro, um sofá. Obrigada por nos ter feito tantos brinquedos e já agora saiba que ainda os guardamos todos. Obrigada por nos deixar brincar no alpendre. Obrigada por nos deixarem “tomar banho” dentro do tanque da roupa, e por todos os banhos de mangueira no quintal, e pela água que nos deram a beber tantas vezes directamente do poço. Obrigada pelo feijão feito ao lume e pelas migas, nunca mais ninguém irá conseguir igualar o sabor da comida dos avós.

Obrigada por tudo, por terem feito parte da nossa vida, por terem sido sempre tão presentes, e por nos terem feito tão felizes. Foi, sem dúvida, devido à vossa presença que fomos crianças tão felizes. Guardo todos esses momentos com a certeza de que não poderia ter sido mais feliz do que fui na minha infância, e de que foi, sem dúvida alguma, a melhor fase da minha vida. 

Os dias felizes na casa (e principalmente no quintal) dos avós acabaram. Mas vocês viverão para sempre dentro de nós.  

Éramos felizes e não sabíamos!

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