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Coisas que eu [não te] disse

Tudo o que não consigo dizer, escrevo.

Coisas que eu [não te] disse

Tudo o que não consigo dizer, escrevo.

Um Sopro de Esperança

Desafio 30 dias de escrita

V de Viver, 12.11.19

Abre a janela para ver os primeiros raios de sol a resplandecer no céu. Um novo dia. Um sopro de esperança chega-lhe com o vento. Está viva. Logo, há esperança. Tudo pode acontecer. Tudo pode mudar. Talvez a vida ainda possa ser aquilo que ela sonhou, que ela idealizou. Sonhadora por natureza. É assim que se define. Não que não tenha os pés bem assentes no chão. Não que não tenha já sido posta à prova pela vida. Mas mesmo assim mantém a capacidade de sonhar. De sonhar alto. De querer mais. Mais conhecimento. Mais sabedoria. Mais amor. Sempre quis mais. Quanto mais tinha mais queria. Não no que se refere a bens materiais. Não, sempre viveu com pouco. Claro que gostaria de ter mais dinheiro, mas acreditava que isso também não seria o mais importante. Gostava de pensar que desde que o dinheiro lhe chegasse para ir vivendo já era bom. Tempos existiram onde nem para sobreviver ele lhe chegava. Onde tinha que poupar no que comia porque até ao dia em que o vencimento lhe cairia na conta poderia não ter, nem para comer. Mas hoje ela não queria pensar nisso. Queria apenas sentir a esperança de um novo dia. A esperança de que tudo ainda podesse dar certo. De que ainda poderia ser uma pessoa melhor. De que ainda teria muito para aprender, para ver, para viver. Errar, superar, aprender e recomeçar. Ela julga que deveria olhar assim para a vida. Sabe que nenhuma tempestade dura para sempre. Despertou feliz e sabe que se deve a algum sonho do qual não se recorda. E, talvez por isso, naquele momento deixa-se levar por uma sensação de que a esperança é a maior aliada do sonho. De que a esperança não é a última a morrer mas sim a primeira a nascer quando tudo parece perdido. Sabe que terá um dia bom. Afasta-se da janela com uma enorme sensação de leveza. Sim, pensa, ainda há muito para viver. 

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